Com forte calor, lojas de Santo Amaro e de toda SP vendem todo o estoque de ventiladores

quarta-feira, 4 de março de 2009

SÃO PAULO – Com as altas temperaturas que atingem a capital paulista nos últimos 15 dias, a procura por ventiladores e aparelhos de ar condicionado aumentou 40% nas principais lojas de eletrodomésticos. Segundo Emerson Soares da Silva, vendedor de uma grande loja do ramo, o estoque de 400 ventiladores se esgotou nos últimos três dias. O aparelho mais simples da loja custava em média R$ 49,00.

“Nossos clientes procuram mais o ventilador por ser mais em conta”. Emerson explica ainda que os consumidores também têm procurado por aparelhos de ar condicionado, porém, a saída é menor.

Francisca Auzenir, gerente de outra loja de departamento, também confirmou esse aumento na procura de ventiladores e ar condicionado. Segundo ela, o estoque de sua loja acabou em dois dias. “Acredito que chegará mais no sábado, pois a procura está muito grande”.

“Tem cliente que já está ligando aqui antes de sair de casa”, conta. Francisca explica que até o ar condicionado mais caro da loja, que custa cerca de R$ 2,500, está esgotado.

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), o calor continuará forte em toda a cidade de São Paulo. Sol, alta sensação térmica e chuvas típicas de verão são previstas para o final das tardes.

O calor tem se estendido até as madrugadas. A capital paulista registrou nesta terça-feira a madrugada mais quente do ano, segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Foi registrada no Mirante de Santana, na zona norte de São Paulo, a temperatura de 24,1ºC.

Calor em casa

A diarista Luciana Martins, de 44 anos, conta que possui quatro ventiladores em sua casa no bairro Santo Amaro, na zona sul da capital paulista. “Mesmo assim não tem sido suficiente para enfrentar esse calor”. Luciana explica que quando chega em casa, ela abre todas as portas e janelas para ventilar. “O duro é quando chove e tenho que fechar tudo”, brinca.

Como ainda não tem ventilador no quarto, Luciana conta que “quando o calor aperta”, dorme com a filha e com a mãe na sala. “Lá o ventilador de teto dá uma enganada. Mas assim que eu puder, compro um ar condicionado”, garante.

Sem dormir direito há dois dias, a dona de casa Isabel Santana, de 39 anos, afirma ter ventilador, mas que “ele já não dá conta do recado”. Com uma filha de 2 anos, ela explica que teve que colocar a criança pra dormir com ela e com o marido, pois só tem um ventilador na casa. “Eu prefiro o calor, mas não para passar aqui em São Paulo. Gostaria de ir pra praia, mas não dá, né?”.

Já o vendedor ambulante Manoel Lacerda, de 49 anos, beneficiado pelo calor, conta que prefere o sol forte e que nem precisa de ventilador em casa. “Afinal, paraíbano sabe lidar com o sol”. Com este calor, Lacerda conta feliz que chega a vender 80 garrafinhas de água gelada por dia – por R$ 1 cada.

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